Forrageiras resistentes à geada: qual escolher?

A geada é um fenômeno natural preocupante devido aos prejuízos econômicos que provoca na lavoura. Geadas também afetam pastagens exigindo que o produtor opte por forrageiras mais tolerantes.

 

As baixas temperaturas prejudicam não só a quantidade, mas também a qualidade das forrageiras. Porém existem forrageiras que, mesmo havendo queda de produtividade e qualidade, resistem melhor à geada, outras, por sua vez, sofrem mais e apresentam danos mais severos.

 

Diante disso fica a questão: Quais são as forrageiras tolerantes à geada que podem ser usadas para essa situação específica?

 

Geada: fenômeno natural com grande impacto em pastagens

 

Em algumas regiões do país, essencialmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há épocas com fenômenos climáticos intensos que provocam bruscas quedas de temperatura, e eventualmente geadas.

 

As geadas representam sérios problemas para a pecuária brasileira. Elas provocam o congelamento dos tecidos vegetais (e da água do interior das células) com consequente morte das plantas, ou partes delas, em função da baixa temperatura do ar.

 

Via de regra todas as forrageiras tropicais (Panicum, Brachiaria e Andropogon) terão como consequência redução de produtividade e queda de qualidade da massa forrageira. Afinal, devemos lembrar que são plantas adaptadas para as regiões de clima predominantemente tropical.

 

Entretanto, algumas cultivares apresentam danos mais severos que outras, mediante à ocorrência de geada, estas são as menos adaptadas e seu uso deve ser evitado. Em outros casos, mesmo sofrendo danos severos, algumas cultivares apresentam maior “persistência” (% rebrota) do que outras. Essa característica permite que a planta permaneça viva e rebrote após fortes danos.

 

Porém a altura do resíduo e a condição da planta são fatores com forte influência sobre esse parâmetro e sobre as forrageiras resistentes à geada. Por isso, além de pensar na variedade de forrageira, devemos pensar no manejo adotado, como veremos ainda neste artigo.

 

Forrageiras resistentes à geada: Conheça algumas opções

 

 

Vale ressaltar que dependendo da intensidade da geada, as cultivares BRS Zuri e Mombaça podem sofrer fortes danos, porém devido a excelente capacidade de rebrote, tais variedades possuem alta persistência, sendo por isso uma boa recomendação.

 

(Foto: Rebrote de mombaça após 48h do corte – em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento e manejo correto. Arquivo SOESP)

 

Estratégias de manejo para que forrageiras possam suportar a geada

 

Além de escolher uma forrageira com bom potencial de rebrota, o produtor deve também manejar de forma que a planta consiga se recuperar.

Estudos indicam que o dano por geada se torna mais severo em folhas mais velhas, mesmo naquelas espécies forrageiras resistentes à geada, fato que reduzirá a qualidade da pastagem. Além disso, as folhas e caules que são danificados podem se recuperar, mas quando o nó de perfilhamento é danificado, a planta não se recupera.

 

Portanto controle muito bem a altura de entrada e saída dos animais do pasto. Além de otimizar o pastejo da forrageira e manter a qualidade do material consumido, essa estratégia possibilita também que a pastagem suporte melhor o período de geadas.

 

Quando o produtor mantém uma boa massa de forragem pós pastejo, as folhas remanescentes permitem que a planta tenha condições de produzir novas folhas sem a necessidade de consumir muito das suas reservas, assim, caso ocorra uma geada a forrageira terá melhor condição de rebrotar e resistir à essa adversidade.

 

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