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Por: Embrapa Agrossilvipastoril | 12/12/2017

Sombra na ILPF não aumenta incidência de verminoses em gado de corte

A comparação entre o rendimento do gado em ganho de peso também não indicou qualquer variação causada pelas verminoses.

A incidência de verminoses em gado de corte em sistema silvipastoril (pecuária-floresta) não é maior do que na pecuária exclusiva. A conclusão é de uma pesquisa que acaba de ser encerrada na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). A informação contraria a hipótese inicial de que as condições microclimáticas no sistema silvipastoril poderiam favorecer a ocorrência de vermes.

Esse resultado mostra que, nos sistemas de pecuária integrada com árvores, o controle de verminoses não precisa ser diferente em relação à pecuária tradicional. O número de dosagens de vermífugos deve ser o mesmo em ambos os sistemas de produção.

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), a pesquisa avaliou durante dois anos a quantidade de ovos de helmintos por grama de fezes em animais da raça Nelore, com peso inicial de 250 kg. Também foram monitoradas a quantidade e a diversidade de espécies de insetos coleópteros nos sistemas, como os besouros rola-bosta. Esses animais atuam na decomposição do bolo fecal.

Como os vermes utilizam as fezes frescas na fase de vida livre, a atuação dos coleópteros e o tempo necessário à degradação do bolo fecal estão diretamente relacionados à incidência de verminoses no rebanho, proporcionando um controle natural.

De acordo com o pesquisador Luciano Lopes, quando comparados os dois sistemas, não houve diferença nem na quantidade de ovos de helmintos presentes nas fezes, nem na quantidade e diversidade de coleópteros e nem mesmo no tempo de decomposição do bolo fecal. A comparação entre o rendimento do gado em ganho de peso também não indicou qualquer variação causada pelas verminoses.


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